O Paradoxo Ricardiano – Um Equívoco Acerca da Riqueza das Nações

Diogo Carneiro

Estudante de Economia
"Como pode uma nação ser considerada rica, se a sua população é pobre?"

Publicado a 28 Março 2014 em Economia e Finanças

Resumo

Este estudo tem como objectivo principal defender que o paradoxo apontado à teoria mercantilista, no contexto das trocas comerciais, também pode ser apontado à teoria das vantagens comparativas de David Ricardo, quando analisada à luz da “realidade ricardiana”, isto é, a realidade onde os pressupostos teóricos de Ricardo são válidos. No essencial, estamos perante o mesmo paradoxo: considerar que determinada nação é rica, quando os seus cidadãos são pobres. O ponto de partida é a explicação da teoria mercantilista e das principais críticas que lhe são dirigidas, seguida da apresentação do novo paradigma económico formulado pelos clássicos David Hume, Adam Smith e David Ricardo: especificamente, são exploradas as teorias das vantagens absolutas e das vantagens comparativas. Por fim, enuncia-se o paradoxo ricardiano, com base nas explicações das teorias precedentes. O presente estudo não discute o valor das ideias económicas de cada um dos autores mencionados, apenas procura fundamentar a tese acima enunciada e, consequentemente, constatar que a base das actuais teorias de economia internacional comporta um paradoxo idêntico ao apontado ao mercantilismo.

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